Um A EDUCAÇÃO BRASILEIRA DURANTE A DITADURA MILITAR: MARCAS DA REPRESSÃO NO 1º E NO 2º GRAU

Autores

  • Murilo Rebecchi Secretaria de Estado da Educação e do Esporte do Paraná

Palavras-chave:

Transformações, Processo educacional, Ditadura militar

Resumo

A educação brasileira passou por diversas transformações em suas diretrizes político-ideológicas, acompanhando as mudanças macrossociais e político-governamentais. Antes da ditadura militar que atuou no Brasil entre 1964 e 1985, a experiência educacional brasileira estava pautada nas diretrizes dos governos populistas, todos os programas, projetos e diretrizes embasadas em ideais progressistas e liberais foram interrompidos pelos mecanismos criados pelo regime militar ainda na década de 1960, mecanismos como o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) que antes mesmo do início da ditadura militar já pautava em seus debates os processos educacionais no Brasil. Os debates conduziram a um princípio que conhecemos por Capital Humano[1]. Embora neste período a educação brasileira não sofreu muitas rupturas, ela moveu-se a partir de importantes transformações: Nestes sentidos destacamos aqui três importantes aspectos que marcaram a educação durante a ditadura militar: O Controle, a Censura e a Repressão. Os dois primeiros aspectos configuraram-se por exemplo pela eliminação de algumas disciplinas, vistas como subversivas. Já o terceiro aspectos se deu pela proibição da circulação de determinados textos e produções acadêmicas no Brasil.

 

[1] O Conceito de Capital Humano indicava que os processos educacionais deveriam acontecer voltados principalmente para a formação da mão-de-obra produtiva, imaginando a escola enquanto uma linha de produção que deveria preparar força de trabalho que por sua vez deverá gerar lucro para o capital produtivo.

Referências

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Publicado

2022-09-30